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Written by 18:37 Saúde

Endividados, planos de saúde devem aumentar valor do reajuste e diminuir cobertura

Parede de hospital (Foto: Unsplash/Enric Moreu)

A crise chegou para os planos de saúde e deve interferir no bolso dos usuários. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, o prejuízo operacional no último ano foi de R$ 10,9 bilhões.

As operadoras agora tentam renegociar a dívida com laboratórios e hospitais. Elas almejam um prazo maior para fazer os pagamentos e descontos de até 30% nos preços contratados.

Com relação aos clientes, o aumento deve se concentrar nos planos coletivos, embora ainda não tenha sido revelado qual será o valor do reajuste.

Além do aumento dos convênios, os serviços oferecidos devem ser enxugados. A ideia é deixar a cobertura mais regional e restrita, com foco em clínicos gerais, que farão o primeiro atendimento para só então o usuário ser encaminhado para um especialista. Caso muito semelhante ocorre no SUS.

O intuito é cortar gatos e reduzir despesas. “As empresas não têm mais como operar no negativo e terão que fazer reajustes mais fortes, recompor suas margens, mesmo que isso signifique reduzir o número de clientes”, explicou Renato Casorotti, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde, ao jornal O Globo.

No último ano, os convênios registraram um aumento de usuários e serviços utilizados, especialmente devido ao “boom” pós-pandemia, em que as pessoas retomaram suas consultas e seus exames de rotina. Contudo, o aumento de clientes não foi proporcional ao aumento de receita.

A fusão de hospitais, laboratórios e operadores de planos de saúde que ocorreu nos últimos anos também contribuiu com o cenário de endividamento, dificultado pelos juros altos do Brasil.

Tags:, Last modified: 17 de abril de 2023
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